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                         Porto Alegre, 07 de setembro de 2010    
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Jornal OSul

A audiência do horário eleitoral.

Porto Alegre, 07 de setembro de 2010.

Metade dos eleitores não assiste os programas.


        Visto, em especial pelos candidatos majoritários, como o grande diferencial da campanha eleitoral, o espaço para propaganda eleitoral no rádio e na televisão ainda não representa um grande atrativo para o eleitor brasileiro. Os dados da pesquisa realizada pelo Instituto CB Data mostram que as propagandas políticas têm sido acompanhadas por 53% do eleitorado. Outros 43% dos entrevistados afirmam não assistir nem ouvir os políticos na TV ou no rádio.

        Para entender o horário político Na televisão, a propaganda é transmitida das 13h às 13h50min e das 20h30min às 21h20min. No rádio, das 7h às 7h50min e das 12h às 12h50min. Os candidatos a governador, senador e deputado distrital aparecem às segundas, quartas e sextas-feiras. Os que querem ser presidente ou deputado federal têm espaço reservado às terças e quintas-feiras e sábados. Além desses horários, há diversas inserções durante a programação normal de rádio e TV.

        Medalha itinerante O parlamento gaúcho concederá esta semana, de forma inusitada, a Medalha do Mérito Farroupilha aos cantores Zezé Di Camargo e Luciano, supostamente pelos relevantes serviços que a dupla prestou ao Rio Grande do Sul. Como os artistas alegam não dispor de tempo para comparecerem à entrega da honraria, a montanha vai a Maomé. Ou melhor: a Assembleia corre atrás e entrega a medalha durante o show que acontece em Santa Rosa, no Parque Municipal de Exposições Alfredo Leandro Carlson.

        A força do favoritismo Nenhuma surpresa no ranking de arrecadação dos candidatos: o Tribunal Superior Eleitoral divulgou a arrecadação e os gastos de campanha declarados pelos candidatos à Presidência. Dilma Rousseff, do PT, foi a que mais arrecadou: R$ 39,5 milhões. A petista juntou mais do que José Serra, do PSDB, e Marina, do PV, juntos. O candidato tucano arrecadou R$ 26 milhões e a candidata verde R$ 12 milhões.

        Ana Amélia, primeiro voto? A jornalista Ana Amélia Lemos, a julgar pela mais recente pesquisa, transforma-se no primeiro voto dos gaúchos para o Senado, o que pode ser uma surpresa. Até o início da campanha, todos os demais candidatos ao Senado imaginavam disputar o segundo voto, supondo que o primeiro já estaria garantido ao senador Paulo Paim (PT). O retrato das pesquisas mostra uma acirrada disputa entre Paim e o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) pela segunda vaga ao Senado.

        O risco de jogar a criança fora O Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul, uma ideia inteligente, que organizou os mecanismos de informação para combater com eficácia o crime organizado, enfrenta questionamentos. Há o risco de, na tentativa de dar uma resposta rápida à sociedade, burocratizar-se um serviço ágil. Ou evitar que, ao jogar fora a água suja da bacia, se acabe jogando a criança fora.

        Proibição de nomes de origem estrangeira A Câmara analisa o Projeto de Lei do deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) que proíbe oficiais de registro civil de registrarem prenomes de origem estrangeira. A proposta altera a Lei dos Registros Públicos para incluir essa restrição. Atualmente, a lei já veda o registro de nomes que possam expor as pessoas ao ridículo. Segundo Paulo Magalhães, por causa da adoção de nomes estrangeiros ou de suas formas aportuguesadas sempre surgem nomes exóticos, ridículos e até mesmo impronunciáveis que colocam seus possuidores em situações inconvenientes e constrangedoras.


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